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GESTÃO | 21/06/2011  18h31

O que o estresse psicológico provoca?

A mente interpreta de duas formas: provoca medo ou mostra que é um desafio a ser superado

*Gilberto Katayama

A pressão natural, exercida pelos gestores responsáveis pela obtenção desses resultados sobre os prestadores de serviços, gera uma situação de estresse, que é a força motriz de qualquer sistema. É ela que mobiliza as energias internas levando à ação. Na ausência de estresse, temos a neutralidade ou a inércia. 

O estresse psicológico tem seus efeitos sobre o organismo humano, o que também é inevitável. Eles são percebidos como sensações físicas, sentimentos e pensamentos e se expressam nas atitudes reativas (emocionais) ou assertivas. Os efeitos psicológicos (provocados pelo estresse) podem ser interpretados pela mente de duas formas: diante do desconforto provocado pelo medo, assumindo atitude de fuga ou desistência. É comum que se atribua culpa aos outros, negando assumir para si mesmo a responsabilidade pela superação da pressão do estresse. O resultado desta escolha é a desmotivação e a desistência. A outra atitude é aceitar o estresse como um desafio a ser superado. Ao vê-lo como uma oportunidade para o crescimento e desenvolvimento, isto funciona como fator motivacional que mobiliza o indivíduo a ação pró-ativa.

Diante dessa breve explicação de como a mente pode reagir racional e emocionalmente quando exposto a pressão e ao estresse, é possível começar a entender como isto pode ser um fator causador de doenças psicossomáticas e desmotivação extrema.

Em primeiro lugar devemos considerar o fato de que naturalmente reagimos ao desconforto, seja ele de natureza física (sensorial), psicológica mental ou emocional ou algo de natureza considerada espiritual. Nossa tendência é querer nos livrarmos do desconforto o mais rápido possível procurando eliminar o fator causador.

No dia a dia, existem situações onde a pressão e o estresse são excessivos, mas que deixam de existir logo após a sua ocorrência. A realidade é que muitas vezes não percebemos que a ação agressiva deixou de existir e continuamos reagindo como se ela ainda estivesse acontecendo. Isso acontece porque ficamos presos emocionalmente ao ocorrido e assim permanecemos como se tudo ainda estivesse acontecendo. Para livrarmos desse estado mental ao qual nos mantemos emocionalmente presos, a mente inconsciente cria a estratégias e atitudes visando eliminar o agente causador do desconforto. O que não conseguimos perceber é que tanto a pressão, quanto o desconforto, são partes inerentes do sistema e impossíveis eliminá-los.

Diante desta incapacidade de evitar o efeito desta tríade (pressão, estresse e dor emocional), o indivíduo começa a se sentir incapaz, crítico e passa a julgar a si mesmo como incompetente, além de interferir na sua autoestima, o leva a perda da eficácia e a desmotivação, o que conduz o indivíduo à autopunição.

No nível inconsciente, o que está acontecendo é uma desistência da vida, em função da permanência e incapacidade de sair do desconforto gerado pelo estresse. Nesta situação a saída é a doença, que acontece pela depressão do sistema imunológico, sistema de defesa do organismo, diminuindo a resistência do organismo aos agentes agressivos presentes naturalmente no meio ambiente. A doença é um motivo socialmente aceito para que possamos desistir e sejamos liberados da obrigação de fazer aquilo que nos desagrada. A doença é um comportamento, é encontrar “um motivo” que a livre da pressão e do estresse, visando o conforto e o bem-estar. Portanto “a intenção positiva” é a busca pelo conforto e o bem estar, mesmo que isto signifique ficar doente. O detalhe é que realmente a pressão e o stress tendem a diminuir até cessar ao ficar doente, mas, a doença em si, reinicia outro ciclo de pressão, stress e desconforto emocional, agora por estar física e psicologicamente debilitado.

Podemos concluir que as doenças psicossomáticas expressam a incapacidade do indivíduo em lidar como stress do dia a dia do trabalho e que a saída para esta situação está na conscientização de todos para torná-la adequada.

A conscientização de que cada indivíduo suporta um nível de pressão. E é fundamental que tanto o indivíduo saiba disso e se posicione, como os dirigentes da empresa, que devem aceitar e respeitar estas limitações.

Outro aspecto importante a ser desenvolvido é a autoconsciência, que permitirá ao indivíduo perceber o seu limite de tolerância à pressão e ao estresse. Encarou como um desafio a ser superado ou uma ameaça? Estas decisões, quando trazidas à consciência, permitem ao indivíduo assumir um novo posicionamento diante das suas reações emocionais a pressão e ao estresse.

Assim só nos resta aceitar a realidade como ela é. E a solução para isto está no nosso poder inato de sermos resilientes.

A resiliência emocional é capacidade que temos de retornar ao estado de equilíbrio emocional diante do estresse gerado por uma pressão externa e /ou interna e assumirmos uma atitude assertiva, pró-ativa e ética, em resposta a situação vivenciada, visando o resultado desejado.

Conscientizados, dirigentes e funcionários, iniciarão juntos a construção de uma relação de trabalho onde a pressão, o estresse e as reações emocionais são aceitas com naturalidade, como parte da rotina do trabalho, porém permitem que as reações emocionais tomem acento junto à direção e administração. 

Quadro evolutivo da doença psicossomática

No início, as reações psicológicas e físicas se manifestam com contraturas e tensões na região posterior do pescoço e ombros, irritabilidade e dor de cabeça passageira. 

Esses sintomas levam à redução da produtividade, que gera mais pressão e estresse e intensifica o quadro clínico com dor de cabeça constante, alteração de humor permanente e insônia. 

Com perda gradativa da capacidade produtiva, o quadro evolui para uma “estafa psíquica”, crise hipertensiva, doenças cardíacas, vasculares etc., podendo levar à perda total da capacidade produtiva. Tudo isso teve início com a negação, resistência à dor emocional e de perceber o estresse e a pressão como ameaça. A saída para essa situação é o autoconhecimento e a autoconsciência, que proporcionam a capacidade de ser resiliente. 

*Gilberto Katayama é médico clínico geral e especialista em medicina do trabalho e saúde pública. Possui diversas especializações nacionais e internacionais nas áreas de terapia regressiva, formação em psicologia transpessoal, hipnose, meditação, PNL, Frequência de Brilho, entre outros temas. Katayama atua como instrutor do Leader Training desde 1998 e é credenciado à aplicação do MBTI pela Right Saad Fellipelli. Além disso, é diretor da Sonho S/A, empresa especializada em treinamentos corporativos sob medida.  A organização realiza consultoria e projetos de Mentoring de Identidade Organizacional (MIO), Processo Acelerado de Performance (PAP), MBTI Bussiness e Mentoring de Vida.

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